quarta-feira, 4 de agosto de 2010

(m)eu

Limite dói. Fisicamente.
Por que ter um?
Se gosto de ti, gosto de ti.
Gosto de mim, mas gosto de ti.
Gosto da noite, mas gosto de ti.
Gosto da liberdade, mas gosto de ti.
Qual é a vantagem?

Esta noite o sono não veio. A tristeza e a insônia são amigas.
Pensar me queimou por dentro. Sou pó e dedos digitando.
Preciso sair de mim. Preciso que você saia de mim.
Que o tempo acelere, que a dor passe, que as lágrimas parem.
Que eu entenda, que transforme tudo em matéria racional pra te tirar daqui.
Sem expectativas.
Sem esperança.
Sem crise.
Sem solidão.

Me quero de volta.
O passo mais dolorido finalmente foi dado.
O que falta é a resposta. Será que valeu a pena?
Te amo. Mais do que você imagina. Há muito tempo.
Simplesmente não funciona.
Como conceber a idéia? Te amo, mas não te quero.
Te quero sempre comigo, mas não te quero.
Te dou minha metade, mas não desse jeito.
Sou tua, quando as coisas melhorarem.
O que me move? Qual é meu limite?
Existe algum real em mim? Em nós?
Não consigo dormir.
Preciso do seu abraço e preciso que você mude. Qual a lógica?
Te quero
e
Não te quero.
Não tenho explicação.
Não tenho razão.
Acho que nem tenho mais coração.